Estratégia de Posicionamento: A Arquitetura Comercial como aliada!

É importante que um arquiteto se preocupe em ter uma visão multidisciplinar do mundo, porque uma das áreas que mais colaboram com a arquitetura, especialmente com a arquitetura comercial (que planeja empresas e lojas), é o marketing. É preciso que o consumidor, ao entrar em determinado ambiente, tenha despertada a sua vontade de comprar tal produto ou serviço, e que a experiência de compra, ou pelo menos de permanência neste ambiente, mesmo que o comprador não leve nada, seja agradável, memorável e estimule-o a voltar e a indicar o local para outras pessoas.

Em primeiro lugar, deve-se pensar nos três Ps do marketing: Produto, Pessoa, Praça – o tipo de produto ou serviço oferecido, o público-alvo e o espaço físico da marca. Tudo influencia nos elementos que devem ser pensados para a marca, e que devem convergir para o ponto de venda: localização, estratégia para cada loja, mobiliário, circulação, textura(s), cores, iluminação, cheiros e sons. Vamos tratar de cada um destes itens separadamente. Lembrando que todos eles também devem ser pensados para os funcionários, que passam a maior parte dos seus dias trabalhando nestes ambientes, e que também são responsáveis pelo marketing.

 

Localização e estratégia

Pensar em questões como facilidade de acesso, fluxo de pessoas e veículos, interação com a cidade, climatização e segurança. Dependendo do ponto, vale mais a pena investir em uma flagship, modelo de loja cujo foco é marcar a presença de uma marca, não tanto nas vendas. Se a estratégia é de franquias, com o objetivo de abrir mais lojas em um ano, o menor tempo de construção/reforma dos espaços fica sendo o aspecto mais importante. Se o desejo é de um espaço que cause impacto ao cliente, pode ser que o orçamento para a decoração deva ser aumentado, entre outras possibilidades.

Produtos mais consumidos na frente ou em outras posições de destaque, facilidade de circulação e vitrines atraentes. Aliás, um ponto importante aqui é que normalmente os espaços vazios no design do mobiliário são vistos apenas como de circulação, não sendo pensados também como locais de parada, para o cliente olhar os produtos com calma.

É muito importante contar com um escritório de arquitetura especializadoem arquitetura comercial para auxiliar em todos esses pontos.

 

Textura(s)

O chão é a primeira e, muitas vezes, a única textura a ser pensada. Dependendo dos produtos e consumidores, pode-se investir em diferentes texturas dentro do local, o que também garante a conservação da sua loja na memória. Quanto ao chão, pisos cerâmicos e porcelanatos são mais resistentes, práticos na manutenção e têm mais variedade de texturas, cores e formatos.

 

Cores e iluminação

O ideal é que sejam pensadas juntas, afinal, uma influencia na outra. A iluminação pode ser usada para destacar pontos ou produtos específicos e deve harmonizar com as cores. É interessante, na escolha das cores, levar em conta o público: se jovem, cores mais vivas; se mais velho, cores mais claras.

 

Cheiros e sons

É possível aromatizar lojas, principalmente se forem pequenas, com ar-condicionado central ou aparelho de ventoinha. O ideal é investir em um aroma personalizado, que cria uma memória instintiva. Uma boa ideia para sons, que criam o desejo de permanecer mais tempo no ambiente, é fazer uma lista de músicas que seu público-alvo gosta de ouvir.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WhatsApp chat