O Ponto de Venda (PDV) e as marcas da arquitetura

O ponto de venda (PDV) é o único vendedor que muitos consumidores precisam para comprar um produto. Por isso, as empresas que trabalham com arquitetura comercial precisam conhecer profundamente os consumidores dos seus clientes, de modo a criar conexões eficientes e lucrativas.

O fechamento de mais de 19 mil lojas em todo o Brasil em 2017(1) demonstra que o comércio varejista é o setor mais competitivo da economia, e o espaço físico das lojas é um dos investimentos mais importantes para o sucesso de qualquer negócio do setor.

Em outras palavras, um ponto de venda bonito, bem estruturado e que converse com o público-alvo da empresa, pode ser a diferença entre o sucesso e a falência de uma loja – e o escritório de arquitetura deve ter cuidado redobrado ao criar cada ambiente.

 

Espaços e mobiliário

A arquitetura comercial é uma das ramificações mais importantes da arquitetura, e as decisões tomadas em relação ao ponto de venda podem influenciar de forma significativa nos resultados do cliente.

Por isso, é preciso estar atento às características dos consumidores que devem ser impactados por aquele PDV. Devem ser feitos estudos sobre os perfis comportamentais e socioeconômicos, sobre o que influencia a decisão de compra daquele consumidor e quais aspectos estéticos chamam mais a atenção do público preferencial.

A partir deste estudo, o arquiteto precisa tomar uma série de decisões para otimizar os espaços e garantir o conforto e a segurança dos clientes, além de acesso fácil aos produtos.

O desenho de um layout eficiente no PDV, que direcione o desejo dos consumidores e valorize os produtos à venda, é um elemento de marketing poderosíssimo, capaz de fazer aumentar as vendas.

Todo arquiteto conhece a importância do mobiliário para criar atmosfera, mas, no caso das lojas, a organização do ambiente pode criar um esquema que direcione o olhar do cliente para os produtos mais relevantes, ao mesmo tempo que deixa o consumidor à vontade para criar uma relação emocional com os bens de consumo.

Além disso, o uso eficiente do mobiliário ajuda a organizar os itens e demonstrar o fluxo correto de pessoas, permitindo que os consumidores se sintam bem mesmo com a loja cheia.

 

Criando conexões

Outra característica fundamental de uma arquitetura de ponto de venda bem-feita é a conexão entre o projeto da loja e as características lógicas e emocionais da marca à qual esse PDV pertence.

Mesmo que a loja tenha um design incrível e tenha uma ótima eficiência estética, a comunicação visual do PDV não pode se distanciar da mensagem da marca.

Deve existir coerência entre as mensagens, para que quando o consumidor visualizar a fachada e os espaços internos da loja relacione automaticamente o PDV com os produtos e o marketing pelo qual já foi impactado.

A marca deve ser respeitada nas características do projeto arquitetônico, criando um look and feel similar às demais iterações dessa marca. Além disso, os valores defendidos pela marca devem estar presentes no projeto, sejam eles de liberdade individual, respeito ao meio ambiente ou preservação da autoestima feminina, por exemplo.

Os escritórios de arquitetura têm um papel muito relevante a desempenhar no sucesso dos negócios varejistas, mas precisam se cercar de cuidados para criar pontos de venda criativos, úteis e engajados com o que as marcas tem a comunicar.

(1) http://radioagencianacional.ebc.com.br/economia/audio/2018-02/pais-perdeu-mais-de-19-mil-lojas-em-2017-mas-cnc-projeta-crescimento-neste

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